A juventude sadia da cidade fez bonito no Desfile deste 25 de Outubro, divulgando o projeto Fazenda da Esperança, entidade ligada a Igreja Católica que lida com dependentes químicos, com excelentes resultados. A cobertura fotográfica completa você confere clicando aqui.
Deputado Estadual Leur Lomanto Júnior prestou homenagens à população de Jequié, pela passagem de seus 111 anos de emancipação, na Assembléia Legislativa da Bahia. Em uma moção de congratulações apresentada na Casa, o parlamentar manifestou votos de prosperidade ao povo e a todas as instituições existentes no Município. No documento, o deputado Leur Jr. ressalta as características de Jequié, conhecida como “Cidade Sol”, e recomenda que, apesar dos avanços, o Município ainda tem capacidade de mais desenvolvimento. Segundo ele, Jequié tem uma diversidade produtiva nas áreas da agricultura, pecuária, indústria e comércio. Na moção, o deputado Leur Lomanto não deixa de exaltar a sua forte ligação com a cidade, onde o seu avô, o ex-governador Lomanto iniciou sua inserção na política, sendo um dos maiores representantes do Estado.
Jequié, terra do sol, formoso ninho,
Que me afagou na infância e mocidade.
Do seu berço ainda sinto todo arminho,
Aquecendo a ternura que me invade.
Desce o Rio de Contas de mansinho.
Beijando a parte morna da cidade.
Revejo a igreja, a ponte, o Jequiezinho,
E colho em cada rua uma saudade.
Minha terra cresceu, bela e virente,
Surgiram novas ruas, nova gente,
Velhos amigos já não vejo mais (…)
Pacífico Ribeiro.
Sábado, dia 25 de Outubro, Jequié completa 111 anos de sua emancipação político-administrativa. Ao longo dos anos, a cidade passou por vários momentos diferentes. Enfrentou crises, atravessou longos períodos de decadência, mas também vivenciou momentos áureos. Jequié chegou a ser uma das principais economias do Estado, superando cidades maiores como Feira de Santana. Os últimos tempos vêm sendo de dificuldades. De acordo com o IBGE, a população encolheu. A cidade não consegue alcançar os níveis de crescimento e desenvolvimento de outros centros. Perdemos a condição de capital da região Sudoeste do Estado. Para uns, essas coisas não passam de pura lamentação; para outros, no entanto, uma boa oportunidade para uma reflexão profunda para identificarmos os erros e corrigi-los. É importante ressaltar que a cidade começa a respirar um pouco aliviada em razão das perspectivas que surgem. Em breve, serão inaugurados dois hipermercados; a Uesb ganhará o seu curso de Medicina; a implantação de uma siderúrgica exigirá investimentos da ordem de 40 milhões de dólares; o funcionamento de dois outros galpões da indústria de calçados Ramarim, oferecendo mais 700 empregos. Essas ações são importantes porque elas não chegam sozinhas. Pelo contrário. Elas motivam a implantação de outras empresas.
Falamos do passado, dos seus altos e baixos e do futuro que nos aguarda com boas esperanças. Sobre o presente, apesar dos pesares, das carências, das dificuldades, Jequié ainda consegue ser uma das cidades mais bonitas da Bahia. A gente fala isso sem nenhum favor. Poucas cidades têm o que Jequié tem – ruas largas, uma linda igreja, um centro de cultura que somente Salvador tem igual, a maior biblioteca do Estado, um comércio moderno e em pleno desenvolvimento, lindos cenários naturais, como a Barragem da Pedra (foto). Nenhuma cidade do tamanho de Jequié oferece cerca de 20 cursos superiores, dentre eles Odontologia, Enfermagem, Ciências Contábeis, Fisioterapia e o primeiro vestibular para Medicina será realizado em 2009; três emissoras de rádio comercial e ganhará outra FM nos próximos meses; o nosso Distrito Industrial abriram grandes indústrias como: Ramarim, Petyan, Gameleira.
Nenhuma cidade do tamanho de Jequié tem uma unidade do Restaurante Popular como nós temos; uma unidade do SAMU, do Corpo de Bombeiros tão bem estruturados e equipados, bem como uma unidade do SESC que é referência. Nenhuma outra tem uma sede da Polícia Militar como o 19º. Batalhão. Muitas vezes deixamos de oferecer esse ou aquele serviço da área da saúde, mas não podemos negar que Jequié possui excelentes clinicas e hospitais. De sorte que, são muitas as belezas naturais e arquitetônicas e as potencialidades da Cidade Sol. Bem verdade que existem muitas carências. Jequié é uma cidade que precisa de muita coisa. Mas na semana dos 111 anos da emancipação político-administrativa de Jequié não podemos deixar de enaltecer as qualidades dessa cidade que sabe como nenhuma outra acolher as pessoas. Graças a esse espírito acolhedor, a colônia italiana aqui se fixou e tanto fez por Jequié no passado e ainda muito nos dias atuais, com especial atenção a família Grilo. O Sobrado dos Grilo (foto), construído entre a Rua 2 de Julho e a Praça Ruy Barbosa, lamentavelmente ruiu na década de 80.

Durante esta semana em que antecede os 111 anos de emancipação político-administrativa de Jequié, o blog publica imagens pouco conhecidas, principalmente dos jovens. Abaixo a Praça da Bandeira em dia normal de feira livre, na década de 70. Anos depois, a feira foi transferida para o Mercadão Vicente Grillo.








